H o m e n a g e m a
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A arte é força emanente; não se ensina, não se aprende; não se compra, não se vende; nasce e morre com a gente. |
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Quadra popular, interpretada por João Villaret |
O Poeta
João Villaret deixou no mundo do Teatro e da Poesia um vazio que jamais
voltou a ser preenchido. Aquela voz que para sempre deixou de dizer poesia, e
que nos avassalou com interpretações de obras de tantos e tão
grandes poetas como Camões, Pessoa e Régio, será seguramente
recordada como um dos maiores talentos portugueses que continuará a
orgulhar gerações vindouras.
Assim, os versos finamente medidos de Camões surgem na interpretação de Villaret rigorosamente clássicos, os de Régio com toda a teatralidade e emoção de um místico para quem Deus simbolizava uma meta a atingir a todo o custo, e os de Pessoa com a alma e transcendência que o poeta lhes imprime. E isto sem esquecer a simplicidade quase infantil dessa obra-prima que é a "Procissão", de António Lopes Ribeiro, recreada por esse mestre da palavra e declamação, João Villaret.
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Adaptado de uma homenagem por Mário Martins.
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